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 Segundo matéria divulgada pela Agência Câmara DF “O deputado Darcísio Perondi (MDB-RS) avalia que o debate se dividiu entre “um grupo acha que o dinheiro cai do céu e outro grupo que sabe que não cai do céu e que tem que ser muito bem cuidado”. Ele reforçou a necessidade de ajustes para controle dos gastos públicos”.
Quero aqui afirmar que em nenhum momento eu falei ou insinuei que o Brasil não vive uma crise fiscal grave ou que (sic) “dinheiro cai do céu”. A minha fala está devidamente documentada pela filmagem feita no evento, e que foi disponibilizada publicamente no site da câmara dos deputados. O que eu afirmei sim foi que o governo brasileiro não possui um problema de liquidez – capacidade de fazer frente a pagamentos nos próximos 12 meses – pois possui na sua conta única no Banco Central um saldo de R$ 1.2 Trilhão, algo que pode ser facilmente verificado no relatório do BCB sobre suas demonstrações financeiras (https://www.bcb.gov.br/htms/inffina/be201806/Demonstra%E7%F5es%20Financeiras%20BCB%2030.6.2018.pdf). Existem, é verdade, algumas vinculações nessa conta que podem impedir que uma parte desse saldo seja livremente utilizado pelo Tesouro Nacional; mas de qualquer forma são restrições de natureza administrativa ou jurídica que podem ser revogadas pelo Congresso Nacional numa situação de emergência. Quero também esclarecer que eu nunca afirmei que não se deve controlar o ritmo de crescimento dos gastos públicos; minha posição, tal como está documentada nas filmagens da minha fala, é que não se deve cortar gastos públicos, principalmente os gastos de investimento, num momento como o atual de fraqueza de demanda agregada, na qual a economia ameaça entrar novamente em recessão. Em outras palavras, o ajuste fiscal, o qual é absolutamente necessário para a solvência intertemporal das contas da União, deve ser gradual e respeitar o estado do ciclo econômico. Por fim reafirmo minha convicção pessoal de que a equipe econômica do governo está criando um clima de “terrorismo econômico” para aprovar a reforma da previdência, no “afogadilho” como se diz no Rio Grande do Sul, e sem nenhum tipo de alteração no texto enviado ao Congresso Nacional.