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Extraído do Facebook de meu colega Arthur Rizzi, do blog Reação Nacional: 

“Maduro é um lixo? É.

Mas se o Brasil invadir a Venezuela representaria aos olhos de nossos vizinhos que nós somos um Estado títere dos Estados Unidos e uma tercerizada no poder americano na região.

Isso desestabilizaria a região e colocaria o Brasil sempre em suspeição aos olhos de nossos vizinhos.

Estaríamos trocando países com muitas ligações históricas e culturais conosco, por bajular o tio Sam que muito pouco fez pelo Brasil na história, e isso quando não nos sacaneou deliberadamente (observação minha: a exceção que confirma a regra foi a ajuda prestada pelo Governo de Franklin Roosevelt nos anos 1940 para a construção da CSN, marco histórico importante no processo de industrialização do Brasil. Mas mesmo essa ajuda americana veio condicionada a instalação de bases militares norte-americanas em Natal e a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial do lado dos países ocidentais, num contexto em que o alto comando das Forças Armadas Brasileiras era notoriamente pró-Alemanha. Os registros históricos mostram que se o Brasil não permitisse a instalação de bases americanas em Natal, nosso país seria invadido pelas forças armadas dos EUA. Foi a genialidade política de Getúlio Vargas que transformou um limão azedo numa limonada doce e refrescante)

O Brasil ficaria marcado com sangue de irmãos latinos nas mãos e perderia o seu maior orgulho de nação pacífica.

Se passarmos a resolver entraves geopolíticos nas armas e não na diplomacia (a diplomacia do barão do Rio Branco que sempre foi motivo de orgulho e que Araújo está jogando as traças ao querer um destino manifesto tupiniquim) entraremos no círculo vicioso dos americanos, que com muitas dificuldades conseguem lidar com países hostis sem uma guerra. Não custa lembrar que os paleocons odeiam o intervencionismo militar ianque.

O Brasil voltaria a hiperinflação, com dívida nas alturas, o Brasil emitiria moeda adoidado pra financiar uma máquina de guerra. Sairíamos devastados.

As cicatrizes da guerra do Paraguai ainda não foram totalmente fechadas mesmo tendo sido uma guerra justa. Imagina uma guerra injusta? O Brasil pode e deve ajudar a Venezuela, mas não será pelas armas que isso deverá ser feito.

Deverá ser feito voltando ao barão do Rio Branco e às suas lições.”

“O olavismo é uma doença, e os esforços de Olavo, Araújo e Martins em por o Brasil numa guerra desnecessária é o sintoma da desordem moral e mental dessa gente.

Ser contra uma guerra para eles é ser pró-Maduro. Não, ser contra uma guerra é ser só contra uma guerra. Se ser contra uma guerra significa TOLERAR Maduro no poder, isso é efeito colateral indesejado.

Brasil primeiro, e devemos fazer o possível para recuperar a economia da Venezuela condicionando isso a abertura gradual do regime venezuelano”.