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A falta de encontros bilaterais no primeiro dia da agenda do presidente Jair Bolsonaro em Davos, na Suíça, causou estranheza entre especialistas e deixou claro que ele delegou as conversas mais detalhadas com investidores e representantes de empresas e de governo para seus ministros em encontros paralelos aos painéis do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).

Apesar de haver várias solicitações de encontros bilaterais, Bolsonaro não teve nenhuma reunião exclusiva ao longo do dia. Para hoje, estão previstos apenas dois encontros bilaterais na agenda: com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, e com o presidente da Suíça, Ueli Mauer.

“Não é comum para um chefe de Estado que sai do país para um evento do porte do WEF não se encontrar com representantes de outros governos e de grandes empresas. Ao evitar esses encontros bilaterais, que também são importantes nesses eventos, fica parecendo que o presidente foi só passear”, criticou o economista José Luis Oreiro, professor da UnB. Para ele, o discurso de Bolsonaro “foi mais frustrante do que ele esperava”. (RH)