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Segundo José Luís Oreiro, movimento reduz perspectivas de crescimento da economia
RIO – O professor do Departamento de Economia da UNB José Luís Oreiro acha que já não se coloca mais a questão se há desindustrialização ou não e que esse processo se acentuou a partir de 2008. Segundo ele, os defensores de que havia ganharam o debate.LEIA TAMBÉM : Indústria tem menor participação no PIB desde os anos 1950

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– A desindustrialização não só está ocorrendo, como reduz as perspectivas de crescimento da economia brasileira. Portanto, fora a retomada cíclica do nível de atividade, que já está posta, é preciso enfrentar essa questão para que o Brasil possa crescer a uma taxa mais robusta e sustentada.

Em relação às políticas industriais, Oreio afirma que, se não houver taxas de câmbio e de juros competitivas, é enxugar gelo.

– Nenhuma das três que tivemos obteve sucesso no que se refere a reverter esse processo, porque foram colocadas num cenário em que os preços macroeconômicos estavam sistematicamente fora do lugar.

O segundo ponto, registra, é que foram políticas que não tinham desenhados dentro delas mecanismos de contrapartida, e acrescenta que o BNDES assumiu um gigantismo em 2008, em função principalmente da crise financeira internacional, quando desapareceram as linhas internacionais de crédito.

– Só que, depois, durante o governo Dilma, isso passou da conta – diz.