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O Banco Central reduziu a meta da selic na reunião do Copom de hoje para 6,75% a.a. No comunicado pós reunião, o Copom sinalizou que, mantido o quadro atual, deverá encerrar o ciclo de flexibilização da política monetária em março, na sua próxima reunião. Ao que tudo indica será um novo corte de 0,25%, fazendo com que a meta da selic alcance a mínima histórica de 6,5% a.a. Ao se confirmar esse cenário, e supondo uma inflação de 3,5% para os próximos 12 meses ao longo do ano de 2018, teremos uma selic real de 2,89% a.a. Trata-se de um valor bastante próximo dos níveis observados nos países desenvolvidos, levando-se em conta o prêmio de risco país, o qual atualmente está em torno de 200 b.p. Com base em relatório recente da Instituição Fiscal Independente( clique aqui  RAF12_JAN2018 ), o hiato do produto no terceiro trimestre de 2017 se encontrava em torno de -7%, ou seja, o produto efetivo se achava 7% abaixo do produto potencial; sinalizando assim a continuidade das pressões desinflacionárias na economia brasileira. Nesse contexto, os juros reais deverão permanecer em patamar baixo por um longo período de tempo, independentemente da aprovação ou não da Reforma da Previdência no dia 19 de fevereiro. É o momento adequado para a indústria brasileira tirar da gaveta projetos de investimento para a modernização do parque industrial. Se assim o fizer, estará dando um passo fundamental para a retomada do crescimento da produtividade, o qual permitirá a obtenção de ganhos de competitividade no mercado internacional. Mas para tanto precisará contar com o apoio e o financiamento do BNDES.