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Acompanhei a greve geral chamada para hoje de minha residência em Brasília. Se não fosse pela ação coordenada dos sindicatos em paralisar os transportes públicos teria sido um enorme fracasso. O comércio da SQN onde moro funcionou normalmente. A pessoa que cuida dos meus pais no RJ disse que não teve nenhum problema para chegar em laranjeiras hoje. Vejo no noticiário da noite os atos de vandalismo no Rio de Janeiro – onde vários ônibus foram queimados – e em São Paulo onde manifestantes queriam protestar em frente a casa do PR, mesmo sabendo que, por função de ofício, o mesmo mora em Brasília no palácio do jaburu. Na minha leitura trata-se de uma estratégia de fazer muito barulho para fazer parecer que a meia dúzia de gatos pingados que aderiu a greve é, na verdade, uma multidão. Parafraseando Nixon trata-se de uma minoria barulhenta.
Não há nada a ganhar com atos de violência e vandalismo. Pelo contrário, tais atos estimulam aqueles que sonham com a ruptura da ordem constitucional vigente por intermédio de uma “intervenção militar”. Temo que estejamos marchando de forma insensata para esse desfecho. É chegado o momento dos homens de boa vontade, bons brasileiros, chamarem a nação a um diálogo sobre os problemas que enfrentamos e como resolve-los. A solução não passa por “manifestos” que servem apenas para demarcar terreno, fazendo o velho jogo do “nós” contra “eles”. Não contem comigo para esse tipo de performance midiática e muito menos para fazer apoio implícito a pré-candidatos a Presidência da República. Estou a disposição a dialogar com quem quer que seja sobre as soluções para a crise econômica, política, moral e ética da sociedade Brasileira. Sem preconceitos e sem rótulos. Que Deus ilumine a Nação Brasileira.

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