Acabei de ver na comunidade da Associação Keynesiana Brasileira no Facebook que a associação tomou posição oficial contrária ao impedimento da Presidente Dilma Rouseff. Não quero aqui entrar no mérito do impedimento, acho que existem argumentos razoáveis para ser a favor ou contrário ao impeachment, embora eu pessoalmente seja a favor. No entanto, me espanta o fato de que a atual diretoria da AKB resolveu tomar uma decisão institucional sobre um tema que não diz respeito a AKB como instituição. A prática usada na AKB desde a sua fundação foi a de não assumir posições oficiais sobre temas de natureza política. Cada membro da AKB sempre teve total liberdade para expressar a opinião que achasse conveniente sobre temas políticos sem correr o risco de ser “patrulhado” pela “posição oficial” da instituição. Foi com base nesse princípio básico que a AKB foi construída e pode obrigar entre seus membros “petistas” e “tucanos”. Durante os quase seis anos que passei a frente da diretoria da AKB presenciei tentativas de pessoas de dentro e de fora da AKB de usa-la como instrumento de disputa política. Em geral essas pessoas eram pró-governo. Contudo tais tentativas foram sempre neutralizadas e a AKB permaneceu acima das disputas políticas. Infelizmente hoje isso acabou pois a diretoria e o conselho consultivo decidiram impor uma posição oficial sobre o tema. Acho uma atitude equivocada que custará caro para a associação no médio e longo-prazo. Contudo, agradeço a Deus por não ter tido qualquer participação nessa iniciativa, pois pedi a desfiliação da AKB em caráter irrevogável no final do ano passado. Restava ainda um pequeno laço com a AKB. Eu ainda era administrador da comunidade da AKB no facebook. Hoje cortei este ultimo laço. De agora em diante trilharei meu próprio caminho, defendendo a teoria Keynesiana como sempre fiz e continuarei fazendo, mas livre e desimpedido para expressar o que quiser em termos políticos.

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