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O economista Mário Mesquita, sócio do Banco Brasil Plural, foi convidado ontem para ser o presidente do Banco Central (BC) na gestão de Michel Temer. O convite foi formalizado por Henrique Meirelles, escolhido pelo vice-presidente, caso chegue ao Palácio do Planalto, para ocupar o Ministério da Fazenda. Mesquita ainda não decidiu se aceitará a missão, mas confidenciou a amigos que pode recusar a oferta para poupar a família da vida desgastante em Brasília.

Diante disso, a escolha do futuro comandante da autoridade monetária pode ficar entre Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, e o também economista Afonso Bevilaqua. Ambos já ocuparam a diretoria de Política Econômica do BC, durante o período em que Meirelles presidiu a instituição. Mesquita também ocupou o cargo, entre 2007 e 2010, depois de ter sido diretor de Estudos Especiais. Meirelles espera chegar a uma definição até amanhã.

Interlocutores de Temer afirmaram que, independentemente do nome escolhido para o BC, ele passará pelo crivo da equipe econômica que será formada também pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), no Planejamento, e por Eliseu Padilha (PMDB-RS), na Casa Civil. “O BC terá uma missão semelhante à do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos. Será responsável pelo controle da inflação, mas se guiará também pelo mercado de trabalho”, destacou.

Na avaliação do economista Alexandre Schwartsman, outro ex-diretor do BC, Mesquita seria uma escolha excelente, pois tem experiência e é tecnicamente preparado para conduzir a política monetária. Já para José Luís Oreiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é uma péssima opção. Na opinião dele, Mesquita se preocupa mais com a inflação do que com o nível de atividade. “Em um momento de desaceleração da inflação e de economia perto da depressão, a ênfase deveria ser na recuperação do crescimento”, disse.

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