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Dados divulgados nesta sexta-feira dia 29 pelo IBGE confirmam que o PIB brasileiro caiu 0,6% no segundo trimestre de 2014 com relação ao primeiro trimestre. O resultado superou a expectativa de queda das consultorias e instituições financeiras que esperavam uma queda de “apenas” 0,4% do PIB no segundo trimestre. Em função do resultado negativo no segundo trimestre, o PIB do primeiro trimestre foi revisto, apurando agora uma queda de 0,2%. Com isso, a economia brasileira está oficialmente em recessão, pois apresentou dois trimestres consecutivos de queda do nível de atividade econômica. A queda do PIB do segundo trimestre foi puxada pelo desempenho negativo da indústria que apresentou queda de 1,5% entre abril e junho deste ano com respeito ao período de janeiro a março. Mas a queda atingiu também o setor de serviços que apresentou contração 0,5% do segundo trimestre. Apenas o setor agropecuário apresentou desempenho positivo de 0,2$ no trimestre. Pelo lado da demanda agregada o desempenho negativo do PIB foi puxado pelo investimento que apresentou contração de 5,3% no trimestre. O consumo das famílias, que vinha sendo o motor do crescimento da economia nos últimos anos, apresentou crescimento de apenas 0,3% no trimestre.

Os dados divulgados hoje pelo IBGE mostram de forma inequívoca o esgotamento do modelo de crescimento puxado pelo consumo de massas que embasa o “social-desenvolvimentismo”. A queda da produção industrial ao mesmo tempo em que o consumo das famílias apresenta um crescimento positivo, embora pífio, mostra que o problema da indústria brasileira não é falta de demanda, mas falta de competitividade. Como nossa indústria não consegue ser competitiva  para exportar e nem para concorrer no mercado interno com os produtos importados, então temos como resultado a substituição de produção doméstica por importações, o que faz com que a produção industrial se contraia, levando os empresários a investir menos na ampliação e modernização do parte produtivo. Como o parque industrial não se moderniza pela falta de investimentos, a produtividade da indústria também não avança, o que reforça o problema de competitividade da indústria, criando assim um ciclo vicioso que está levando a economia brasileira a estagnação.

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