Para Oreiro, desvalorizar o câmbio é indispensável para revitalizar indústria


O economista José Luis Oreiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), observou que, durante a transição de um período com taxa de câmbio apreciada para outro com taxa de câmbio competitiva, uma aceleração da inflação “será inevitável”.
“Dessa forma, novos-desenvolvimentistas defendem a flexibilização temporária do regime de metas de inflação para que seja possível a implementação de uma taxa de câmbio mais depreciada. Isso está muito longe de ser uma política recessiva”, salientou o economista.
A avaliação do professor  da UFRJ foi feita, ao criticar entrevista de Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda até maio deste ano, na qual criticou o grupo que considera “industrialistas”, por cobrarem uma taxa de câmbio mais competitiva para a indústria nacional.
Barbosa alegou que a manipulação da taxa de câmbio é “incompatível com o atual sistema brasileiro, de livre movimentação de capitais”, mas insistiu em que os defensores do câmbio favorável à economia nacional também defendem uma política monetária e fiscal restritiva, para compensar a pressão inflacionária, o que provocaria recessão e aumento do desemprego.
Por sua vez, Oreiro, autor de reiterados alertas quanto à desindustrialização em curso no país, frisou em seu blog que o próximo governo – de qualquer partido – terá que fazer um forte ajuste da taxa real de câmbio para reequilibrar as contas externas brasileiras.
“Se não fizer isso por bem, fará por mal. Ou seja, por intermédio de uma crise cambial de grandes proporções”, salientou economista.
    

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