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Hoje sairam os dados do crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2013: 0,6% quando comparado com o ultimo trimestre de 2012, 1,9% quando comparado com igual período do ano anterior. Repete-se a trajetória de crescimento medíocre do PIB observada desde meados de 2011, a economia brasileira encontra-se numa situação de semi-estagnação. Se o problema fosse falta de demanda, os efeitos somados da redução dos juros e das desonerações tributárias já deveriam ter surtido efeito e a economia brasileira deveria estar crescendo a um ritmo mais forte. Mas o problema não é falta de demanda, mas a total incapacidade das empresas brasileiras do setor industrial em ter acesso a essa demanda em função da sobre-valorização cambial ainda prevalecente na economia brasileira. Com efeito, enquanto o setor de serviços se expandiu 1,7%, a indústria amargou uma queda de 1,4% em comparação com igual período de 2012. O que salvou o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2013 foi a agropecuária, a qual teve uma expansão de 17% !!!! Indústria em queda e atividades primárias em elevação são sinais claros de que o problema brasileiro não é conjuntural, mas estrutural, a economia brasileira está voltando a ser uma economia primário-exportadora, perdendo assim o dinamismo que é inerente a uma economia industrializada.

O governo insiste em medidas pontuais, descordenadas e mais recentemente optou pela estratégia tacanha, medíocre, da maquiagem dos números fiscais para sinalizar a (sic)  “robustez” da política macroeconômica. Já se fala em Brasilia de que o governo estaria pensando numa mudança na metodologia de cálculo do PIB. Afinal se os números do PIB não agradam, o erro deve estar nos números, não na brilhante política macroeconômica executada pelo ainda mais brilhante Ministro da Fazenda. Não isso não tem nada que ve com o Novo-Desenvolvimentismo como querem fazer crer alguns economistas liberais. Trata-se de uma nova corrente econômica: a do neo-atrasismo. Triste Brasil.

 

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