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Desde agosto de 2011, a taxa de câmbio sofreu uma desvalorização entre 25% a 30%. Na previsão do Banco Central será difícil um impacto dessa mesma magnitude nos próximos 12 meses.

De acordo com cálculo de Nelson Marconi, da FGV, o câmbio deveria perder mais uns 30% (chegar a R$ 2,66) para atingir o ponto de equilíbrio industrial e afastar o risco de desindustrialização e retrocesso da economia brasileira a um estágio primário-exportador.

O impasse começa a aquecer ainda mais o debate econômico e o embate entre os sócio-desenvolvimentistas e os monetaristas sobre o modelo de desenvolvimento em curso.

O economista José Oreiro fez em seu blog uma crítica à posição dos sócio-desenvolvimentistas. Logo ele, um keynesiano. Mas nada é tão simples assim.

O diretor do BC, Carlos Hamilton Araújo, ontem, fez quase um apelo para os economistas discutirem taxa de juros real de equilíbrio (taxa neutra) e produtividade – a chave da questão.

Do jeito que a economia anda a passos largos para o modelo de substituição de importações, o risco é devolver no futuro o ganho obtido nos últimos dez anos, como já destacado por Poder Econômico, ao comentar a análise de Marcelo Néri da chamada “década inclusiva”.

De acordo com Oreiro, o modelo em curso, de câmbio apreciado em detrimento da exportação, no longo-prazo, é impulsionado pelo crescimento dos salários acima da produtividade do trabalho e empurra o Brasil para a substituição de importações, “que se mostrou historicamente incompatível com a melhoria na distribuição de renda”.

Já Márcio Pochmann, ex-Ipea, tuitou:

– Desigualdade da renda do trabalho em 2011 equivale a de 1960, após o ciclo de concentração liderado pela ditadura militar e neoliberalismo.

Link: http://colunistas.ig.com.br/poder-economico/tag/jose-oreiro/

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