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Apesar de parecer benéfica, principalmente para os brasileiros que viajam cada vez mais e fazem compras no exterior, a desvalorização do dólar frente ao real é hoje uma das principais preocupações de economistas brasileiros e até estrangeiros. Um controle maior do câmbio, criando uma meta pelo Banco Central, foi uma das sugestões apontadas por especialistas que participaram ontem em São Paulo de um seminário sobre câmbio.

“Hoje o que mais preocupa é o câmbio e a necessidade de um controle é praticamente um consenso entre os economistas”, resumiu o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Luis Carlos Bresser Pereira, organizador do encontro. O ex-ministro da Fazenda (era Sarney) e da Administração Federal (primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso) sugeriu mais agressividade ao governo Dilma no controle do câmbio. “É preciso que ele (o governo) tenha coragem para taxar as exportações de commodities”, afirmou ao Correio. Essa taxação, explica, seria gradual, mas indexada ao preço do insumo. Se cair, a taxa também cai e vice-versa. “Essa é uma forma de controlar o câmbio. Existe uma bolha e ela vai estourar se nada for feito.”

Os economistas e professores Gabriel Palma, da Universidade de Cambridge, e José Luis Oreiro, da UnB, propõem a volta do regime de banda cambial. “O Brasil precisa deixar o dólar em um patamar que não seja maléfico à indústria”, explicou Palma.

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