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Europa tem superávit de 4,5 bi de euros

                                             “É preciso olhar com cuidado, porque Alemanha e Holanda, principalmente, têm excelente desempenho comercial, mas o resultado mostra que a Europa não precisa de ajuda externa para salvar o euro.” O comentário é do economista José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), ao analisar o superávit em conta corrente da Zona do Euro que, segundo o Banco Central Europeu (BCE) ficou em 4,5 bilhões de euros em janeiro, já ajustado sazonalmente.

O saldo de janeiro supera o de todo o o quarto trimestre de 2011, de 4,4 bilhões de euros: “A crise do euro poderia ser facilmente resolvida com recursos próprios, diferentemente da crise da dívida latino-americana, região onde o déficit em conta corrente era alto”, prossegue Oreiro, destacando que a crise na Europa é “entre europeus” e, se cada país tivesse sua moeda, a saída seria a desvalorização cambial.

Em 2011, a Alemanha teve superávit de 158,1 bilhões de euros, com as exportações superando pela primeira vez 1 trilhão de euros, após crescerem 11,4%.

Já as exportações dos países da União Européia avançaram 9,9% em 2011, para 627,3 bilhões de euros, enquanto as importações cresceram 13,8%, a 572,6 bilhões de euros. “Não se pode desprezar o papel da desvalorização cambial nesse resultado”, pondera Theotônio dos Santos, professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF),  recomendando que a Europa se aproxime da Ásia, em detrimento dos EUA para garantir um dinamismo maior à sua economia.

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