Bancos pressionam por alta da Selic de 0,5 ponto (link: http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=93818)

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) volta a se reunir, nesta terça e quarta-feira sob forte pressão do mercado financeiro por uma alta mais forte da taxa básica de juros (Selic), já em 11,75% ao ano e o maior juro real. Já o governo parece sinalizar que uma Selic mais alta vai piorar ainda mais a sobrevalorização do real.

Para o economista José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), apesar de o BC usar outras ferramentas de política monetária, como a regulação do crédito, isso não significa que não voltará a elevar a Selic. Ele aposta numa elevação de 0,25 ponto e na interrupção do atual ciclo de alta do juros.

“Haverá aumento de juros, mas o BC não deve dar o que o mercado está exigindo. Creio que, depois dests reunião, haverá uma parada para avaliação do efeito das medida já tomadas”, disse, acrescentando que o BC está olhando mais para a meta de inflação para 2012.

Ele, porém, pondera que o BC poderia abrir mão de atuar mais pesadamente sobre o câmbio, até porque alguma valorização ajuda no atual combate à inflação: “Hoje temos um dilema câmbio x inflação. O BC não vai aumentar juros do jeito que o mercado quer, mas o ritmo de compras de dólares pelo BC diminuiu. Significa que pode estar tolerando alguma valorização do câmbio”, avalia.

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Nota de esclarecimento: Creio que o MM interpretou de forma equivocada minha posição sobre as intervenções do BC no mercado de câmbio. Eu não disse que o BC deveria abrir mão de conter a valorização do câmbio, mas disse que isso era o que o BC está fazendo de fato. Eu gostaria que o BC pusesse um piso para a taxa de câmbio e fosse desvalorizando esse piso de forma gradual, a uma taxa de 2% a.m, até eliminar a sobre-valorização cambial. Para que essa política não cause uma aceleração permanente da inflação seria necessário combina-la com um ajuste fiscal mais forte e a desindexação total da economia brasileira, extinguindo-se as LFT´s e mudando-se as cláusulas de reajuste dos contratos dos preços administrados. Mas, infelizmente, essa é uma agenda política que o PT, até o momento, não teve coragem para assumir … O medo ainda vence a esperança.

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