O economista Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia, alerta que a economia norte-americana caiu na “armadilha da liquidez”, conceito keynesiano que explica o fraco desempenho da economia apesar de conviver com juros perto de zero.

“Apesar dos enormes déficits orçamentários, não há aumento dos juros”, comentou Krugman em seu blog, argumentando que se, em 2007, fosse possível prever um déficit público próximo de 10% do PIB a maioria dos analistas apostaria em juros mais ascendentes.

No entanto, as taxas de curto prazo permaneceram perto de zero, enquanto as de longo continuaram abaixo dos níveis históricos. Para o economista José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), a análise de Krugman está correta: “A taxa básica de juros nos EUA está em 0,25% ao ano e a economia patinando. Isso mostra que a política convencional (reduzir juros) não funciona neste caso. Os EUA imprimiram dinheiro para comprar títulos públicos e privados dos bancos e injetar dinheiro na economia, mas bancos comerciais estão entupidos de liquidez.”

Essa liquidez, segundo Oreiro, da Associação Keynesiana do Brasil (AKB), leva os bancos a optarem por investimentos no exterior.

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