Real forte fragiliza país em acordo de liberação de tarifas

O protocolo final da Rodada São Paulo do Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em Desenvolvimento (SGPC) prevê que o Brasil e mais dez países em desenvolvimento reduzam em 20% as tarifas de importação de 70% dos produtos negociados dentro do grupo composto pelos integrantes do Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – Índia, Indonésia, Malásia, Coréia do Sul, Egito, Marrocos e Cuba.

Segundo o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, o acordo deve abrir novas oportunidades de comércio para os produtos brasileiros em destinos até então inacessíveis.

Além disso, sustenta, o percentual de 30% de exceção para cada país é suficiente para proteger setores mais sensíveis dessas economias – no caso do Mercosul, boa parte das indústrias têxtil, calçadista, automobilística e de bens de capital.

Para o economista José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), o acordo é bem intencionado, mas soa “bastante ingênuo” no momento em que a sobrevalorização cambial acende o sinal de alerta para as contas externas.

“Neste momento, não é atitude muito inteligente, por mais interessante que seja unir países em desenvolvimento”, critica o economista.

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