Afirmação foi feita por José Luiz Oreiro durante debate na Fiep que marcou a apresentação do livro “Política monetária, bancos centrais e metas de inflação”
 
 

A experiência brasileira com o regime de metas de inflação foi tema de um debate, na quarta-feira (23), entre cinco economistas que participaram da redação do livro “Política monetária, bancos centrais e metas de inflação”. Estiveram no Cietep, em Curitiba, os economistas Fernando de Holanda Barbosa, professor da FGV; José Luiz Oreiro, da UnB; Lucas Dezordi, da FAE Centro Universitário; Luciano D’Agostini, do Ibpex; e Luiz Fernando de Paula, da UERJ. Eles fizeram uma análise sobre os pontos positivos e o que precisa ser melhorado no sistema monetário adotado pelo Brasil em 1999. José Luiz Oreiro, um dos organizadores da obra, defendeu que algumas fragilidades da macroeconomia brasileira, em especial o câmbio valorizado e as altas taxas de juros, estão levando a um preocupante processo de desindustrialização do País. Segundo ele, isso pode ser claramente verificado, por exemplo, pelo aumento da participação de produtos básicos na pauta de exportação brasileira e pela redução da participação da indústria no PIB. “De fato existem sinais inquietantes de desindustrialização no Brasil. Se não fizermos algo para impedir a valorização da taxa de câmbio, corremos sério risco de perder 50 anos de desenvolvimento do País puxado pela indústria”, alertou Oreiro.

Livro

O livro sobre o sistema de metas, que foi apresentado no evento, teve a participação de 23 acadêmicos, entre eles o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro da Fazenda, e prefácio de Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia da FGV. A obra foi lançada em agosto do ano passada e esgotou em três meses. Agora, está sendo lançada a primeira reimpressão do livro.

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