Caros leitores, na entrevista que concedi ao Monitor Mercantil o jornalista utilizou um trecho   extraido, fora do contexto, de um outro post do meu blog intitulado “a ortodoxia concorda: poupança elevada é prejudicial ao crescimento de longo-prazo” (veja em https://jlcoreiro.wordpress.com/2010/01/31/a-ortodoxia-concorda-poupanca-elevada-nao-e-prejudicial-a-competitividade-da-economia-brasileira-no-longo-prazo/). Vejam o texto completo : “A ironia de toda essa estória é que o ponto em debate entre ortodoxos e heterodoxos é saber se uma elevada taxa de poupança doméstica é condição necessária para a obtenção de uma taxa de câmbio depreciada ou competitiva. Para os professores Cavalcanti e Fragelli a resposta é sim, pois uma elevada taxa de poupança é necessária para se obter uma depreciação da taxa de câmbio de equilíbrio (de curto-prazo?). Para os heterodoxos, como eu, a resposta é não porque a relação de causalidade não é da poupança para o câmbio real, mas do câmbio real para a poupança. Mas para ortodoxos como o tal do ”tio O” , tanto os heterodoxos, como eu , como os ortodoxos, como Cavalcanti e Fragelli, estão errados. Esqueçam essa baboseira de relação positiva entre câmbio real e poupança, pois é auto-evidente (com base nos modelos inter-temporais) que a relação é negativa, ou seja, para se obter um câmbio depreciado deve-se reduzir a taxa de poupança. Logo, esqueçam esse papo furado de aumentar a frugalidade das famílias (via reforma de previdência) ou completar o ajuste fiscal. A política certa para o longo-prazo é estimular as pessoas a consumir mais e os governos a gastar mais … Nesse contexto, parafraseando o Presidente dos Estados Unidos, Hugo Cháves é o cara. A revolução bolivariana é o caminho para se obter uma taxa de câmbio depreciada e competitiva no longo-prazo”. Obviamente que se trata de um comentário ironico as criticas de um certo anônimo (na verdade um economista brasileiro que trabalha numa instituição internacional). O jornalista que fez a entrevista extraiu essa passagem do meu blog e usou-a fora do contexto o que fez parecer que era um elogio ao Chaves. Assim simples. Claramente que eu poderia ter retificado a entrevista antes de publicá-la, mas não achei que a retificação fosse necessária em função do fato de que minha posição sobre o governo do Sr. Hugo Chaves ser amplamente conhecida pelos meus leitores, em função da entrevista que concedi a TV TERRA a algumas semanas atrás, a qual foi publicada por mim no meu blog. Os interessados podem ver o link:  https://jlcoreiro.wordpress.com/2010/01/28/venezuela-esta-fadada-a-nao-se-desenvolver-portal-terra/.

As recentes controvérsias sobre a minha citação foram produzidas pelas maquinações mal intencionadas e  tendenciosas de duas figuras execráveis da blogesfera, uma das quais covardemente se esconde no anonimato, o que aliás é INCONSTITUCIONAL, haja vista que a Constituição da República Federativa do Brasil garante a liberdade de expressão mas VEDA EXPRESSAMENTE O ANONIMATO.

Aparentemente eu me tornei o objeto do ódio, inveja e frustrações existencias dessa “dupla dinâmica”, como se pode perceber pela obseção que os mesmos tem em, não só criticar os meus escritos, como ainda, e principalmente, me desqualificar como profissional de economia, cidadão brasileiro e ser humano.  Nas últimas semanas uma parcela significativa das postagens de ambos na blogesfera tem como alvo o “professor Oreiro”. Trata-se de uma campanha sistemática de perseguição e difamação feita por ambos. Uma verdadeira obseção para com a minha pessoa.

Deixo para os leitores a seguinte pergunta, para reflexão: por que tanto ódio a mim? Qual a razão pela qual eu sou o objeto de sua pérfida tentativa de desqualificação? Se eu sou um “boçal” como os mesmos afirmam reiteradamente, então porque se preocupam tanto comigo? Por que eles descem ao nível baixo de usar citações fora do contexto para me atacar, mesmo sabendo que estão pura e simplesmente mentindo para os leitores? Por que esquadrinhar sistematicamente os meus escritos para encontrar citações soltas, fora do contexto, com o inituito de usá-las contra mim?  Que interesses inconfessáveis essa “dupla dinâmica” está escondendo? E, mais importante, por que atacar sistematicamente uma pessoa e se esconder no anonimato? Isso não é COVARDIA? O correto não seria “mostrar a cara”, dizer quem é aquele que me acusa? 

Espero que, com esse esclarecimento, tenha encerrado definitivamente esssa controvérsia.

Abraços a todos

Oreiro

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