Para Oreiro, Taxa Tobin não inibiria a especulação

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Ao comentar notícia veiculada na edição desta quinta-feira do MM, o economista José Luis Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), disse que o imposto de 0,05% sobre as transações financeiras mundiais, sugerido pela Alemanha ao G-20, também conhecido como Taxa Tobin, é uma taxa “pequena demais para afetar os fluxos de capitais especulativos, mas grande demais para os fluxos internacionais de bens e serviços”.

“Não há dúvida de que, enquanto o mundo for constituído por Estados nacionais soberanos, serão necessárias medidas para limitar a mobilidade internacional de capitais, pois esta não só reduz a autonomia dos governos nacionais para conduzir políticas econômicas, como ainda aumenta o grau de fragilidade financeira externa dos países emergentes.”

Além disso, para Oreiro, a Taxa Tobin não substitui o controle de capitais na função de reduzir os fluxos internacionais de capitais especulativos. “Trata-se de um imposto ridiculamente pequeno face aos ganhos de arbitragem entre títulos e ações a nível internacional”, argumenta o economista.

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