BC não pode ser trampolim para políticos

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Extinguir as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), que são atreladas à taxa básica Selic; adotar o controle de capitais; alongar o prazo para o alcance das metas de inflação; utilizar a política fiscal e não a monetária para estabilizar o câmbio e dar mais transparência às ações do Banco Central.

Estas, entre outras propostas, foram apontadas durante o lançamento do livro Política monetária, bancos centrais e metas de inflação (Editora FGV), como medidas necessárias para que o país promova uma profunda reforma em seu sistema financeiro, apontado como obstáculo para que se dê um basta à volatilidade do real, às exorbitantes taxas de juros e ao processo de desindustrialização em curso na economia.

Para o economista Fernando Holanda, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o principal é garantir mais transparência às ações do Banco Central (BC) e mudar a composição do Conselho de Política Monetária (Copom).

Ele defendeu a quarentena remunerada de quatro anos para a diretoria do BC. “O BC não pode ser trampolim para ninguém, nem para candidatos ao governo de Goiás. A idéia é que o presidente do banco seja despolitizado, um estadista”, argumenta. Página 3

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