Pessoal.

Quero dizer uma coisa muito simples: a ideia de fazer a matéria no Valor nasceu do fato de uma ala importante do pensamento econômico estar se movimentando com iniciativas novas: dois livros, um deles um livro-texto. Nada mais. Jornalismo é isso: identificar FATOS que possam ser interessantes para a DISCUSSÃO de IDEIAS. Não pretendi contrapor ortodoxia e heterodoxia. Isso não seria interessante. Achei que havia, então, uma boa razão para falar na importância da “pluralidade” de pensamento(como em tudo na vida, e não apenas em economia…) e, sobretudo, na possibilidade/necessidade de se abrirem mais e melhores canais de conversa” (“conversation” de McCloskey), começando pelas salas de aula (é a proposta do livro-texto editado por Reardon). Isso, sim, é interessante. Aliás, ficou faltando ouvir estudantes de graduação. Cheguei a pensar em procurar alunos da USP, da Unicamp, da GV. Não houve tempo. Como não queria perder a oportunidade,
 fiz a matéria como foi publicada. E acho que ficou boa. É uma contribuição para o debate.

Sobre o Valor: é, sim, um jornal em que se pratica a pluralidade. Sou testemunha diária desse empenho, do qual também participo. É regra essencialíssima ouvir sempre as diferentes partes envolvidas em questões controversas. A distribuição de espaço para a opinião de articulistas, permanentes ou eventuais, segue a mesma norma. O jornal nasceu assim, e firmou-se no mercado editorial por que é assim. Jornal de conteúdo enviezado, seja para que lado for, não sobrevive, por que não ganha nem mantém credibilidade. É o que muita gente ainda não consegue compreender.

Abraço para todos.

Cyro Andrade

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