Pobre Brasil, as mentes de nossos jovens estão poluídas pelas idéias daqueles que querem nos escravizar. Recebi um post anônimo (aliás, bastante arrogante e mal educado, como todos os demais que o mesmo fulano tenta desesperadamente publicar no meu blog, imaginando que eu seja o demônio que precisa ser combatido a todo custo, por qualquer meio)  criticando o meu post sobre a desindustrialização com base no argumento que (sic) nos ultimos anos tivemos um grande desenvolvimento industrial … só na cabeça dos que querem pensar conforme os interesses dos rentistas e dos que querem impedir a emergência de uma grande potência no hemisfério sul … uma pena. Segue abaixo entrevista com um economista do BNDES sobre o processo de desindustrialização do Brasil

12/06/2009 – 21:06 

País não completou a industrialização

http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=62847

BRASIL TEVE DÉFICIT DE US$ 60 BILHÕES EM METAL-MECÂNICA, QUÍMICA E ELETROS

O Brasil não é um país industrializado, apenas detém algumas regiões desenvolvidas, como a Grande São Paulo. A afirmação é do economista Gustavo Santos, do BNDES. Ao lado de outros quatro autores, Santos desenvolveu estudo defendendo uma política industrial para implantar no Nordeste indústrias dos setores eletrônico, metal-mecânico e químico – características de países desenvolvidos.

Esses setores, que amargaram déficit de US$ 60 bilhões, em 2008, teriam, ainda, a vantagem de alavancar a renda per capta do Nordeste para níveis semelhantes aos de Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

“Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm futuro promissor, pois contam com bom nível industrial e são cada vez mais competitivos. O Centro-Oeste está se especializando na produção agrícola, mas tem população pequena, o que favorece a renda per capta”, comenta Santos, em entrevista exclusiva ao MM, acrescentando que o Nordeste tem renda per capta de um terço das dessas regiões, sendo que, na comparação com São Paulo, ela é de um quinto.

“No Sudeste e no Sul, o desenvolvimento começou pela agricultura, só que o Nordeste não é capaz de produzir grãos. O início da industrialização naquela região deve começar a partir de políticas públicas”, defende.

Santos considera a “onda da inovação” um dos grandes erros dos últimos 15 anos: “Quando não se sabe produzir não há como inovar. Isso não se inventa num escritório. Há que se dominar todas as etapas do processo produtivo. Os chineses desconsideraram a questão da inovação, mas hoje, para eles, inovar é uma brincadeira. Primeiro é preciso saber copiar, para saber fazer, para depois inovar. É assim em todas as áreas do conhecimento humano.” Página 3

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