Jungmann: governo taxa trabalho e premia capital

Vejam em http://portal.pps.org.br/portal/showData/149739

Por: Valéria de Oliveira

 

Indignado com as medidas que o governo anunciou para penalizar a caderneta de poupança, o deputado federal Raul Jungmann (PE) declarou, nesta quarta-feira, que a taxação de parte dos poupadores nada mais é do que o privilégio do capital, ao resguardar os bancos, em detrimento do trabalho.
“O governo mexeu na poupança, coisa que disse que não iria fazer, reduziu o rendimento de aposentados e trabalhadores, e ainda ficou com o mesmo dilema, porque as medidas anunciadas hoje não resolvem o problema”, ressaltou Jungmann. Ele explicou que, se o Banco Central baixar a Selic para 9,25% , os fundos de investimento perderão competitividade para a caderneta e se restabelecerá o mesmo quadro atual.
Desmistificar
Segundo Jungmann, a intervenção na poupança mexe “em algo que era sagrado, que era o esforço de guardar dinheiro, poupar uma parte do salário, e que passa a ser tratado como uma espécie de ganho adicional, renda a ser tributada”.
Até que o Imposto de Renda passe a ser cobrado dos poupadores em 2010 e arrecadado pelo governo em 2011, salienta o deputado, a situação se agravará, enquanto, de imediato, “na veia”, haverá a premiação dos investidores e dos bancos, com a redução do IR sobre ganhos nos fundos.
Jungmann lembrou que o PPS defende a redução imediata das taxas de administração de fundos cobradas pelas instituições financeiras, que são as mais altas do mundo. “Os bancos é que devem pagar a conta, não o poupador”.

De forma mais estrutural, acrescenta o deputado, o governo deveria trocar as LFTs (letras financeiras do tesouro) por outros papéis, para desatrelar a taxa básica de juros da dívida pública e ampliar o espaço para a redução da Selic. Esses papéis, esclareceu, poderiam ser substituídos por LTNs (letras do Tesouro Nacional). (Saiba mais sobre a proposta de acabar com as LFTs)

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