A pedidos, segue matéria sobre o meu debate com o Gustavo Franco no Forun da Liberdade no Paraná em agosto de 2006 (ver http://www.fiepr.org.br/News442content15100.shtml).

Fórum da Liberdade do Paraná

Gustavo Franco e José Oreiro debatem Estado e economia de mercado

Gustavo Franco e José Oreiro debatem
Estado e economia de mercado

O painel sobre essas questões aconteceu na tarde de terça-feira, durante o Fórum da Liberdade, no CietepA economia de mercado versus presença forte do Estado foi o ponto forte do painel “A ordem econômica: o papel dos agentes econômicos e das instituições na prosperidade”, realizado nesta terça-feira (15), durante o I Fórum da Liberdade, que acontece no Cietep, em Curitiba. Participaram o economista e ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, o economista paranaense José Luis Oreiro, e a economista chilena, Rosanna Costa.

 

Na sua palestra, Gustavo Franco defendeu a economia de mercado como a mais eficaz forma de participação da sociedade e controle sobre o governo. “Não são os governantes que vão organizar nosso destino glorioso, mas é a nossa maioria organizada que, ao se manifestar, fará o Brasil andar na direção correta. É aí que faremos as escolhas, que emergirão de consensos”, afirmou.

O economista fez uma narrativa histórica para explicar como o Brasil chegou a ostentar a maior inflação da história – de 2,7 trilhões por cento, entre abril de 1980 a maio de 1995.

Ele remontou a 1933, quando em todo o mundo o dinheiro de metal foi substituído pelo dinheiro de papel (fiduciário). Isso, segundo o economista, teve grande impacto sobre a economia e a sociedade, pois deu aos governos o poder de produzir dinheiro para comprar bens e serviços. “O Brasil, ao invés de nessa época criar uma instituição capaz de impedir o abuso do Estado, como um banco central, tomou pelo menos três iniciativas que acabaram definindo o cenário dos anos seguintes”, disse ele.

O controle cambial, a opção pela moeda de curso forçado e, ao invés de um banco central, optou por um banco comercial, responsável pela circulação da moeda. “O Brasil optou por dar todo o poder ao Estado”, afirmou. “Só conseguimos retomar as rédeas da distribuição monetária no Brasil com o programa de liquidação, saneamento e extinção dos bancos estaduais em 1997.”

Combinação – O economista José Luiz Oreiro fez contraponto à posição de Gustavo Franco, afirmando ser necessário uma combinação entre economia de mercado e Estado. “Cada Estado deverá resolver que combinação é melhor para a sua realidade”, afirmou.

Segundo o economista paranaense, além da estabilidade é preciso colocar na agenda de discussão o crescimento do país com uma perspectiva de longo prazo. “Sugiro um novo modelo de desenvolvimento, puxado pelas exportações, em que tanto o estoque de capital, como a força de trabalho se ajustem ao crescimento da demanda”, disse ele.

Para o economista, um dos caminhos para o Brasil crescer é o da exportação. “Mas, para que possamos adotar esse modelo de crescimento, puxado pelas exportações, é preciso que não cometamos erros do passado, como a apreciação do real frente ao dólar.

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